O Batismo no Espírito Santo

O Batismo no Espírito Santo

 Batismo no Espírito Santo é distinto da Conversão e do Batismo na Água.

Três Correntes do Batismo no Espírito: A Tradicional, Pentecostal e Renovada.

 A TRADICIONAL

Crê que o Batismo no Espírito Santo acontece simultaneamente com o Novo Nascimento sem nenhuma evidência, pois acreditam que os dons são da era apostólica.

 PENTECOSTAL

Crê que o Batismo no Espírito Santo é distinto do Novo Nascimento e que as línguas é a única evidência. O Batismo no Espírito Santo pode acontecer simultaneamente ao Novo Nascimento (At 10,11), pode acontecer depois da regeneração, pode acontecer antes, durante ou depois do batismo nas águas. Nunca antes do Novo Nascimento.

 RENOVADA

Crê da mesma maneira que a corrente pentecostal, porém crê que as línguas estranhas não é a única evidência do Batismo no Espírito Santo.

A Evidência do Batismo no Espírito Santo

 Pentecostes: At 2.4. Nesta passagem, o ser cheio com o Espírito Santo e o falar em línguas estão intimamente ligados. Este é o nosso exemplo mais puro no sentido de que Ele era o precedente soberano de Deus; esta foi a maneira como aconteceu inicialmente; esta foi a maneira pela qual Deus introduziu esta experiência na Igreja. (30 d.C. ou 33 d.C.)

Samaria: At 8.15-19. Ainda que a palavra “línguas” não seja mencionada, notamos que Simão viu a manifestação do Espírito quando os apóstolos impunham as mãos nas pessoas. Ele já havia visto curas e expulsão de demônios; contudo, ele não havia visto nada como o que aconteceu quando os discípulos samaritanos receberam o Batismo no Espírito Santo. Podemos concluir que ele viu a mesma manifestação (línguas) que ocorreu nas outras quatro experiências pentecostais no livro de Atos. (31 d.C.)

Paulo: At 9.17; 1 Co 14.18. É razoável e biblicamente consistente assumir-se que Paulo falou em línguas pela 1ª vez ao “receber o Espírito” já que outras referências confirmam que este era o padrão de Deus.

A Casa de Cornélio: At 10.44-47; 11.15-17. Pedro chamou esta experiência de Batismo com o Espírito Santo e de Dom. As línguas foram o sinal a Pedro e aos judeus que fizeram com que eles soubessem indubitavelmente o que foi que aqueles gentios haviam recebido. (38 D.C.)

Em Éfeso: At 19.2-6. Uma vez mais, línguas são ligadas com o recebimento do Espírito. Devemos, portanto, concluir que as línguas são a evidência física e bíblica de que alguém foi batizado no Espírito Santo. 58 D.C.)

Frequentemente, algumas pessoas tem uma visitação do Espírito Santo muito real, o que é para elas uma verdadeira apoteose pentecostal. Contudo, elas não se entregam ao Espírito e não falam línguas. Estas pessoas muitas vezes, insistem que elas receberam o Batismo no Espírito Santo por causa da realidade e preciosidade da experiência.

Isto, logicamente, deve ser respeitado por todos. Entretanto, não devemos nunca estabelecer qualquer outra evidência ou diminuir aquela que é o sinal do recebimento do Batismo no Espírito Santo, de acordo com o que a própria Bíblia ensina.

OS TRÊS TIPOS DE BATISMOS:

 NAS ÁGUAS: Mc 16.16; 1Pe 3.21;

NO ESPÍRITO SANTO: At 1.5; 2.38,39; 1.8; Mt 3.11-17;

EM UM SÓ CORPO: 1Co 12.13.

O BATISMO NO CORPO DE CRISTO

 1 Co 12.12-13: 12 Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo. 13 Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um único Espírito.

1 Co 10.1,2: Pois não quero, irmãos, que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar; e, na nuvem e no mar, todos foram batizados em Moisés. (O Pai era o agente, Israel era o paciente e Moisés o elemento).

O povo de Deus (os crentes) são os únicos membros do Corpo de Cristo (a Igreja), e deve aprender a usar a diversidade dos dons espirituais para, em unidade e adoração ao cabeça da Igreja: Jesus Cristo (Ef 1.22,23), evangelizar o mundo. Todos os cristãos sinceros foram batizados pelo Espírito Santo no Corpo de Cristo, incorporados ao Corpo de Cristo e, portanto, podem participar da Ceia do Senhor (10.16).

O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

Nas demais passagens, o agente é o Senhor Jesus, o que é algo muito diferente. A confusão existe pelo fato de que a mesma palavra “batismo” é usada. Em 1 Co 12.13 ela se refere à conversão, mas nas demais passagens, a uma experiência posterior à conversão, e portanto, distinta da mesma.

O AGENTE É JESUS;

O PACIENTE É O CRENTE;

O ELEMENTO É O ESPÍRITO SANTO.

Mt 3.11: Eu, na verdade, vos batizo em água, na base do arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu, que nem sou digno de levar-lhe as alparcas; ele vos batizará no Espírito Santo, e em fogo.

Mc 11.8: Eu vos batizei em água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo.

Lc 3.16: Eu, na verdade, vos batizo em água, mas vem aquele que é mais poderoso do que eu, de quem não sou digno de desatar a correia das alparcas; ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo.

4-8: 4 Estando com eles, ordenou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual (disse ele) de mim ouvistes. 5 Porque, na verdade, João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias. 6 Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? 7 Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra.

At 2.1-4: 1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2 De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. 3 E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma. 4 E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.

At 8.14-17: 14. Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, tendo ouvido que os da Samária haviam recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João; 15. os quais, tendo descido, oraram por eles, para que recebessem o Espírito Santo. 16. Porque sobre nenhum deles havia ele descido ainda; mas somente tinham sido batizados em nome do Senhor Jesus. 17. Então lhes impuseram as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.

At 10.44-48: 44 Enquanto Pedro ainda dizia estas coisas, desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. 45. Os crentes que eram de circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que também sobre os gentios se derramasse o dom do Espírito Santo; 46. porque os ouviam falar línguas e magnificar a Deus. 47. Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam batizados estes que também, como nós, receberam o Espírito Santo? 48. Mandou, pois, que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe rogaram que ficasse com eles por alguns dias.

At 11.15-17: 15. Logo que eu comecei a falar, desceu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós no princípio. 16. Lembrei-me então da palavra do Senhor, como disse: João, na verdade, batizou em água; mas vós sereis batizados no Espírito Santo. 17. Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que dera também a nós, ao crermos no Senhor Jesus Cristo, quem era eu, para que pudesse resistir a Deus?

 O FALAR EM LÍNGUAS NA HISTÓRIA

 Para os discípulos, era evidência de estarem completamente controlados pelo poder do Espírito prometido por Cristo. Quando a pessoa fala uma língua que nunca aprendeu, pode ter a certeza de que algum poder sobrenatural assumiu o controle sobre ela. Alguns argumentaram que a manifestação do falar em línguas limitou-se à época dos apóstolos. Aconteceu para ajudá-los a estabelecer o Cristianismo, uma novidade naquela época. Não existe, no entanto, limites à continuidade dessa manifestação no Novo Testamento.

Mesmo no quarto século depois de Cristo, Agostinho, o notável teólogo do Cristianismo, escreveu: “Ainda fazemos como fizeram os apóstolos, quando impuseram as mãos sobre os samaritanos, invocando sobre eles o Espírito mediante a imposição das mãos. Espera-se por parte dos convertidos que falem em novas  línguas”. Ireneu (115-202 d.C.), notável líder da  Igreja, era discípulo de Policarpo, que por  sua vez  foi  discípulo do apóstolo João. Ireneu escreveu: “Temos em nossas igrejas muitos irmãos que possuem dons espirituais e que, por meio do Espírito, falam toda sorte de línguas”.

A Enciclopédia Britânica declara que a glossolalia (o falar em línguas) “ocorreu em reavivamentos cristãos durante todas as eras: por exemplo, entre os frades  mendicantes do século XIII, entre os jansenistas e os primeiros quaquers, entre os convertidos de Wesley e Whitefield, entre os protestantes perseguidos de Cevennes, e entre os  irvingistas”. Podemos multiplicar as referências, demonstrando que o falar em línguas, por meios sobrenaturais, tem ocorrido em toda a história da Igreja. (Nota: O falar em línguas nem sempre é em língua conhecida. Ver 1 Co 14.2).

Fonte: Seminário Teológico Koinonia

Igreja Batista Getsêmani

 

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EPÍSTOLAS PAULINAS – I CORÍNTIOS

EPÍSTOLAS PAULINAS

I CORÍNTIOS

Paulo escreveu a Primeira Carta aos Coríntios a fim de tratar de várias questões que estavam causando dificuldades para os cristãos de Corinto. Havia problemas a respeito de doutrinas, de comportamento nos cultos de adoração e questões práticas a respeito da vida cristã, especialmente a maneira de os cristãos se relacionarem com os pagãos. Os problemas eram tão sérios que, finalmente, os coríntios escreveram uma carta a Paulo pedindo a sua opinião sobre vários assuntos (7.1); do cap. 7 em diante Paulo escreve o que pensa sobre esses assuntos.

Conteúdo do livro

Depois da saudação normal paulina e o dar graças pela igreja em Corinto (1:1-9), Paulo escreve acerca das divisões na igreja (1:10-4:21). Esta informação havia sido dada por membros da família de Cloé (1:11). Paulo demonstra que o”espírito de partidos” dentro da comunidade cristã é incompatível com o espírito de amor (1:12-16), não está de acordo com os princípios básicos do evangelho (1:17-3:4), tampouco está baseado no propósito de Deus de prover ministros para a igreja.

O material de (5:1-6:20) aparentemente fora mencionado na “carta anterior”, mas havia sido compreendido erroneamente. Isto é em especial verdadeiro quanto à imoralidade gritante (5:1-8). Tal pecado flagrante deveria ter sido tratado e condenado através de ação disciplinar adequada, para prevenir tal propagação de pecado por toda a igreja e a destruição do poder do evangelho na comunidade (5:6-8). A imoralidade simplesmente não pode ser tolerada dentro do corpo da igreja (5:9-13), e o litígio entre cristãos perante tribunais pagãos é inconcebível (6:1-11). O pecado do orgulho e insistência sobre o direito de alguém é tão imoral para o cristão quanto o é a fornicação (6:12-20). O cristão individualmente e os cristãos coletivamente formam um templo para o uso exclusivo do Espírito Santo (6:19,20). O capítulo 7 foi escrito em resposta a uma pergunta da igreja (7:1). Cláudio havia estabelecido uma lei que exigia que as pessoas se casassem; todos os solteiros teriam que pagar um imposto. O governo romano estava tentando dominar as condições imorais do Império, e pensou que uma maneira de fazer isto era estabilizar a situação da família. Também os judeus achavam uma desgraça uma mocinha de quinze anos ou um jovem acima de vinte não serem casados. A pergunta da igreja em Corinto foi: “É certo um cristão (especialmente um homem) não se casar?” Ao responder, Paulo escreve que é certo permanecer solteiro (7:1). Deve-se observar que Paulo não usa o comparativo aqui. Também em 7:6, vê-se que esta é a opinião de Paulo, e não uma ordem expressa do Senhor. Devido à prevalência da fornicação por toda parte em Corinto, seria melhor, diz Paulo, pelo testemunho da igreja, que os homens se casassem. Casar ou não casar, contudo, deve ser determinado, procurando-se a vontade de Deus em cada caso (7:7). Em se tratando de casamentos mistos, aqueles em que um dos cônjuges se torna um crente depois de ter casado, o peso de dissolver-se o casamento cai sobre o cônjuge não crente (7:8-24). É logicamente admitido no Novo Testamento que um cristão jamais deve entrar numa relação tal com um não crente que possa levar ao casamento; um cristão simplesmente não pode casar-se com um não cristão. Cada coisa relacionada com o casamento e a vida familiar deverá ser tratada à luz da vontade de Deus para cada situação (7:25-40).

Outra pergunta dirigida a Paulo tinha a ver com o comer carne (8:1). Para se entender a resposta de Paulo, é necessário conhecer-se o costume que havia em Corinto acerca de vender-se carne. Normalmente, qualquer pessoa que tinha um animal para vender, primeiramente o levaria a um dos templos pagãos e o ofereceria como um sacrifício ao ídolo pagão. Os trabalhadores do templo ficariam com uma parte e o proprietário, então, pegaria as partes restantes e as venderia no mercado. Frequentemente os trabalhadores do templo também vendiam o que haviam recebido. Qualquer pessoa que comprasse carne nos açougues (10:25) não poderia saber se a carne havia ou não sido primeiramente dedicada a um ídolo. Nesta passagem, Paulo acentua os princípios da liberdade cristã e da responsabilidade cristã. Ele primeiro estabelece o princípio da liberdade cristã quanto ao temor dos ídolos (deuses pagãos que não são deuses), lembrando que há, na realidade, um só Deus (8:3-6). Contudo, este conhecimento da liberdade cristã impõe certas responsabilidades. O princípio, em toda parte, é que a liberdade de um cristão forte na fé deve ser voluntariamente cedida para ajudar o irmão que tem uma fraca consciência (8:7-13). Como exemplo desta entrega de direitos, Paulo diz que ele não insistia em ter os direitos de um apóstolo quando ele trabalhou entre eles (9:1-27). Não existe, escreve Paulo, nenhum lugar, na vida de um seguidor de Cristo, para o orgulho ou insistência sobre os direitos de liberdade próprios (9:23-27), por causa de possíveis consequências trágicas, conforme vistas no exemplo de Israel (10:1-13). O princípio geral a seguir é que um cristão não deve tomar parte em nenhuma atividade em honra de um deus pagão. Na sua própria casa, a pessoa pode comer, dando graças, qualquer carne comprada nos mercados (10:25,26). Se for feita uma pergunta acerca da origem da carne, é melhor não comer (10:28-31). A liberdade que a pessoa tem em Cristo deve ser limitada pelo princípio de amor e preocupação pelo desenvolvimento espiritual de seu irmão. Paulo teve sua atenção chamada para desordens na adoração comum da igreja, e ele escreve sobre isto em 11:2-14:40. Primeiro ele escreve sobre o papel das mulheres na adoração pública (11:2-16). Esta passagem deve ser lida e entendida à luz da situação histórica de Corinto. Por causa do papel das mulheres na adoração licenciosa no templo de Afrodite, como “prostitutas sagradas” e sacerdotisas, qualquer ajuntamento no qual as mulheres tomassem uma parte importante era suspeita. O cabelo curto era indicação de que a mulher era ou havia sido uma das adoradoras daquela deusa. Seu papel como sacerdotisa permitia-lhe ser voz ativa nos ajuntamentos públicos. Paulo diz que, a fim de evitar qualquer confusão da adoração de Afrodite com a de Jesus Cristo, uma mulher cristã não deveria nem cortar seu cabelo curto nem falar numa assembleia cristã. O princípio é que não deveria haver absolutamente nenhuma confusão da adoração de Deus com a de qualquer deidade pagã, na mente de nenhuma pessoa que visitasse uma adoração cristã pública. Outra desordem tinha a ver com a maneira pela qual os Coríntios celebravam a Ceia do Senhor (11:17-34). A igreja em Corinto era composta de ricos e de pobres igualmente. Era o costume de a igreja primitiva ter um jantar que seria seguido pela Ceia do Senhor. Durante o jantar, os membros abastados comeriam até encher, enquanto os membros mais pobres eram solicitados a ficar de lado (11:20-22). Depois da refeição, os membros pobres então seriam convidados a participar com os membros ricos na Ceia do Senhor. Paulo escreve que isto é incompatível com o significado real da Ceia do Senhor (11:20-34). Participar com tais divisões é celebrar de uma maneira indigna, e isto é pecado, porque o corpo de Cristo (a Igreja) não é discernido (11:27-30). Se não puder ser fornecida comida para todos os presentes, então a “festa de amor” deve ser dispensada e somente a Ceia do Senhor celebrada, em demonstração da unidade e unicidade do Corpo de Cristo (11:34).

Outro caso de desordem na adoração pública é tratado nos capítulos 12 a 14. O problema parece ser mais com membros “espirituais” do que acerca dos “dons” (12:1-3; 14:37-40). Aqueles que afirmavam ter alcançado um nível superior de “espiritualidade” desejavam demonstrar seu crescimento avançado através de uma mostra pública de seus “dons espirituais”. Paulo escreve que os dons de Deus para a igreja, através de membros individuais, são para a igreja inteira, e não para a glória pessoal de algum único membro (12:4-30). A espiritualidade não se vê nas consecuções de uma pessoa, mas, antes, na utilidade de uma pessoa em despreender-se para ajudar o corpo da igreja inteira, através do amor auto-sacrificial (12:31-13:13).

De fato, o mais observável e mais evidente dos dons (falar em línguas) é o menos proveitoso de todos para a adoração pública (14:19,23). A adoração cristã pública deverá ser feita com decência, com tão pouca confusão quanto possível e com entendimento, a fim de que todos possam glorificar a Deus através do Senhor Jesus Cristo (14:26-40). A importância e natureza da ressurreição é tratada no capítulo 15. Paulo dá ênfase à importância da ressurreição como sendo central na mensagem cristã (15:1-12). Fora da ressurreição real de Jesus, não pode haver um lar para o cristão (15:13-19). A dúvida acerca da ressurreição do corpo vem da ideia grega sobre a inerente natureza má da carne. A filosofia grega, numa tentativa de explicar a origem do mal e por que os homens sofrem, afirmava que a alma, sendo imortal, torna-se presa na prisão de carne, o corpo. O universo físico, e, portanto, a carne, é criação de espíritos maus. A salvação só pode ocorrer quando a alma, tendo obtido conhecimento suficiente acerca dos mistérios do universo, é liberta do ciclo interminável de reencarnações e é absorvido finalmente no remoto Deus, o Primeiro movedor.

Paulo insiste que Deus é o Criador do universo e que o corpo é bom, não mau em si. Na ressurreição, este corpo carnal (adaptado agora para esta esfera) deve ser transformado em um corpo adaptado para a esfera do céu (15:20-50). A certeza da mensagem cristã é que, exatamente como Jesus ressuscitou do túmulo (15:20-28), da mesma forma o corpo do crente será transformado, para ser igual ao do Senhor ressurrecto (15:51-54). Esta salvação não depende do conhecimento de uma pessoa, mas se apoia na relação da pessoa para com o Senhor Jesus Cristo, através de quem se tem a vitória sobre o pecado, a morte e a sepultura (15:54-58). É feita menção em 16:1-4 acerca da oferta a ser coletada e mandada para os cristãos pobres de Jerusalém. Após escrever acerca de seus planos pessoais de viagem para visitar Corinto e Macedônia (16:5-9), Paulo indica seu envio de Timóteo para chegar a Corinto após esta carta (16:10-13). Paulo então conclui a carta com saudações pessoais, uma advertência final e uma bênção.

Fonte: Seminário Teológico Koinonia

Igreja Batista Getesêmani

Um Abraço,

Pregador Jefferson Assis

Compromisso com a obra de Deus e certeza do seu chamado!

EPÍSTOLAS

Epístolas

As Epístolas contêm muitos ensinamentos de vital importância que foram transmitidos pelos apóstolos e seu colaboradores, e para entendê-las devemos conhecer o contexto daquele tempo e entendermos o enredo por trás delas.

O MUNDO DAS EPÍSTOLAS

As Epístolas foram escritas na época em que o cristianismo se expandia a partir da Palestina e chegava ao mundo mais amplo, que era dominado pelos romanos. Os romanos haviam trazido paz e prosperidade àquela região. Muitas estradas foram construídas e viajar era fácil. A língua grega era falada na parte leste do Mediterrâneo, e o exército romano estava presente em todas as principais cidades, para assegurar os interesses de Roma.

OS LEITORES DAS EPÍSTOLAS

Pelo fato de os membros das igrejas primitivas virem muitas vezes, de várias culturas diferentes, era-lhes difícil estabelecer em uma comunidade nova. Em especial, o relacionamento entre e gentio era, muitas vezes, marcado por tensões. Isso acontecia em parte porque não havia muita clareza quanto à importância e relevância da lei judaica. Os cristãos de origem judaica não viam razão para abandonar as leis alimentares e a celebração de festas, mas a obediência rígida a essas leis impossibilitava a comunhão profunda com cristãos de origem não-judaica. Por outro lado, os cristãos oriundos do mundo gentílico não viam motivo para começar a obedecer tais leis, especialmente se já participavam no culto na sinagoga sem fazer isso. Paulo entra nos detalhes dessa questão em Romanos e Gálatas. Assim, cada epístola tinha um propósito específico, abordando as necessidades particulares dos leitores, que variavam muito de epístola pra epístola.

EPÍSTOLAS PAULINAS

As Epístolas ou cartas de Paulo dividem naturalmente em quatro grupos:

1) As primeiras epístolas; 1 e 2 Tessalonicenses provavelmente são as primeiras, e tratam do retorno de Cristo.

2) As grandes epístolas ou “epístolas do “evangelho”, Romanos, Gálatas e 1 e Coríntios têm em comum a ênfase no evangelho que Paulo pregava.

3) As “epístolas da prisão”, nas quais Paulo afirma que está preso em Roma, São Efésios, Colossenses, Filipenses e Filemon. Alguns de seus ensinamentos

mais profundos estão incluídos nessas epístolas.

4) As “epístolas pastorais”, 1 e 2 Timóteo e Tito, lidam com questões práticas da liderança e organização das igrejas.

EPÍSTOLA AOS ROMANOS

Justo diante de Deus O apóstolo Paulo, foi um grande missionário, e fez várias viagens. Algumas viagens a fim de auxiliar as igrejas a se firmarem. Como tinha em mente seguir sua viagem em direção ao Ocidente, até a Espanha (Rm 15.23-33), ele planejava passar alguns tempos em Roma. Então escreve essa carta a fim de ajudar os romanos a se prepararem para sua visita.

Conteúdo do livro

Os dezessete primeiros versículos de Romanos formam a introdução. Esta é a maneira normal pela qual Paulo inicia suas cartas. Há as saudações paulinas (1:1-7), seguidas por uma oração de graças, expressando seu interesse nos cristãos romanos (1.8-15). Os dois versículos seguintes (1.16,17) apresentam o tema da carta: a justiça de Deus, conforme revelada em suas ações para com o homem pecador. A pergunta a que Paulo responde por toda a carta é como Deus pode ser justo em salvar alguns, enquanto outros são rejeitados. Como pode Deus ser igualmente justo e ainda justificar o pecador através da aceitação do evangelho (3.26)?

A justiça de Deus pode ser vista na maneira pela qual Deus está dirigindo a história com um propósito em direção a um alvo. Um problema de grande importância é como Deus pode ser justo em seu procedimento com o Israel histórico. Parece que Deus rejeitou Israel, em favor dos gentios. Paulo trata deste problema da justiça de Deus ao falar acerca do propósito de Deus na história (9:1-11:36).

Paulo escreve acerca da eleição de Israel por Deus e a incredulidade por parte do Israel nacional (9:1-5). Depois ele apresenta a doutrina da eleição conforme vista à luz da promessa de Deus (9:613), da justiça de Deus (9:14-18), a liberdade de Deus em eleger quem quer que ele escolha (9:1926) e o conceito veterotestamentário do remanescente (9:27-29). O capítulo 10 relata os princípios de privilégio e responsabilidade. Israel, que recebera as revelações de Deus, escolheu considerar estas revelações e privilégios e recusou aceitar as responsabilidades vinculadas ao processo da revelação. Deus pretendera que Israel se tornasse uma nação de sacerdotes (missionários), para propagar o conhecimento de seu amor e misericórdia por todo o mundo. Neste propósito, o Israel nacional falhou.

O capítulo 11 sustenta a justiça de Deus em seu procedimento para com um povo desobediente e mostra os resultados da recusa de Israel em ser servo de Deus. Há um remanescente, contudo, que, pela fé, aceita a graça divina (11:1-6). A maioria, contudo, rejeita qualquer coisa que fale da graça e não de recompensa por guardar as tradições construídas em torno da Lei (11:7-10). É através do propósito e misericórdia de Deus que o remanescente fiel (verdadeiro Israel) está levando avante a obra de Deus, na proclamação do evangelho aos gentios, que estão sendo salvos (11:11-24). Por esta obra de Deus, de salvar os gentios, os judeus, por sua vez, aceitarão o único meio de salvação: o caminho de Deus da justiça (11:25-32). Toda esta obra de Deus para com a humanidade sofredora demonstra que ele tem um propósito na história, e sua sabedoria está em operação, para revelar a toda a humanidade seu dom de justiça, que é a salvação (11:33-36).

Tendo completado um estudo na teologia da justiça de Deus, Paulo agora prossegue, mostrando as implicações da justiça de Deus no viver diário. Há um lado ético da teologia (12:15:13). A justificação implica em viver-se uma vida cristã. O dom de Deus da graça e amor envolve um viver sacrificial em relação com outras pessoas (12:1,2). A vida cristã é uma convocação a viver-se em Cristo (12:3-8) e andar em amor (12:9-21). A justiça de Deus é mantida no crente que vive uma vida submissa, em obediência a Deus (13:1-14) e uma

vida dedicada a Deus, através do auxílio a todos com quem o crente entra em contato, para que conheçam a graça e o amor de Deus (14:115:13).

O restante da carta é dedicado aos planos feitos por Paulo, de ir à Espanha, via Jerusalém e Roma (15:14-33). Ele escreve uma carta de apresentação para Febe, que deve levar a carta (16:1), e envia saudações a vários membros da comunidade cristã de Roma que ele conhece (16:2- 23). Uma bênção (16:24) e uma doxologia (16:25-27) concluem a carta.

Fonte: Seminário Teológico Koinonia – Igreja Batista Getesêmani

Um Abraço,

Pregador Jefferson Assis

Compromisso com a obra de Deus e certeza do seu chamado!

Membro da Igreja Batista Getsêmani – Belo Horizonte