O Batismo no Espírito Santo

O Batismo no Espírito Santo

 Batismo no Espírito Santo é distinto da Conversão e do Batismo na Água.

Três Correntes do Batismo no Espírito: A Tradicional, Pentecostal e Renovada.

 A TRADICIONAL

Crê que o Batismo no Espírito Santo acontece simultaneamente com o Novo Nascimento sem nenhuma evidência, pois acreditam que os dons são da era apostólica.

 PENTECOSTAL

Crê que o Batismo no Espírito Santo é distinto do Novo Nascimento e que as línguas é a única evidência. O Batismo no Espírito Santo pode acontecer simultaneamente ao Novo Nascimento (At 10,11), pode acontecer depois da regeneração, pode acontecer antes, durante ou depois do batismo nas águas. Nunca antes do Novo Nascimento.

 RENOVADA

Crê da mesma maneira que a corrente pentecostal, porém crê que as línguas estranhas não é a única evidência do Batismo no Espírito Santo.

A Evidência do Batismo no Espírito Santo

 Pentecostes: At 2.4. Nesta passagem, o ser cheio com o Espírito Santo e o falar em línguas estão intimamente ligados. Este é o nosso exemplo mais puro no sentido de que Ele era o precedente soberano de Deus; esta foi a maneira como aconteceu inicialmente; esta foi a maneira pela qual Deus introduziu esta experiência na Igreja. (30 d.C. ou 33 d.C.)

Samaria: At 8.15-19. Ainda que a palavra “línguas” não seja mencionada, notamos que Simão viu a manifestação do Espírito quando os apóstolos impunham as mãos nas pessoas. Ele já havia visto curas e expulsão de demônios; contudo, ele não havia visto nada como o que aconteceu quando os discípulos samaritanos receberam o Batismo no Espírito Santo. Podemos concluir que ele viu a mesma manifestação (línguas) que ocorreu nas outras quatro experiências pentecostais no livro de Atos. (31 d.C.)

Paulo: At 9.17; 1 Co 14.18. É razoável e biblicamente consistente assumir-se que Paulo falou em línguas pela 1ª vez ao “receber o Espírito” já que outras referências confirmam que este era o padrão de Deus.

A Casa de Cornélio: At 10.44-47; 11.15-17. Pedro chamou esta experiência de Batismo com o Espírito Santo e de Dom. As línguas foram o sinal a Pedro e aos judeus que fizeram com que eles soubessem indubitavelmente o que foi que aqueles gentios haviam recebido. (38 D.C.)

Em Éfeso: At 19.2-6. Uma vez mais, línguas são ligadas com o recebimento do Espírito. Devemos, portanto, concluir que as línguas são a evidência física e bíblica de que alguém foi batizado no Espírito Santo. 58 D.C.)

Frequentemente, algumas pessoas tem uma visitação do Espírito Santo muito real, o que é para elas uma verdadeira apoteose pentecostal. Contudo, elas não se entregam ao Espírito e não falam línguas. Estas pessoas muitas vezes, insistem que elas receberam o Batismo no Espírito Santo por causa da realidade e preciosidade da experiência.

Isto, logicamente, deve ser respeitado por todos. Entretanto, não devemos nunca estabelecer qualquer outra evidência ou diminuir aquela que é o sinal do recebimento do Batismo no Espírito Santo, de acordo com o que a própria Bíblia ensina.

OS TRÊS TIPOS DE BATISMOS:

 NAS ÁGUAS: Mc 16.16; 1Pe 3.21;

NO ESPÍRITO SANTO: At 1.5; 2.38,39; 1.8; Mt 3.11-17;

EM UM SÓ CORPO: 1Co 12.13.

O BATISMO NO CORPO DE CRISTO

 1 Co 12.12-13: 12 Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo. 13 Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um único Espírito.

1 Co 10.1,2: Pois não quero, irmãos, que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar; e, na nuvem e no mar, todos foram batizados em Moisés. (O Pai era o agente, Israel era o paciente e Moisés o elemento).

O povo de Deus (os crentes) são os únicos membros do Corpo de Cristo (a Igreja), e deve aprender a usar a diversidade dos dons espirituais para, em unidade e adoração ao cabeça da Igreja: Jesus Cristo (Ef 1.22,23), evangelizar o mundo. Todos os cristãos sinceros foram batizados pelo Espírito Santo no Corpo de Cristo, incorporados ao Corpo de Cristo e, portanto, podem participar da Ceia do Senhor (10.16).

O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

Nas demais passagens, o agente é o Senhor Jesus, o que é algo muito diferente. A confusão existe pelo fato de que a mesma palavra “batismo” é usada. Em 1 Co 12.13 ela se refere à conversão, mas nas demais passagens, a uma experiência posterior à conversão, e portanto, distinta da mesma.

O AGENTE É JESUS;

O PACIENTE É O CRENTE;

O ELEMENTO É O ESPÍRITO SANTO.

Mt 3.11: Eu, na verdade, vos batizo em água, na base do arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu, que nem sou digno de levar-lhe as alparcas; ele vos batizará no Espírito Santo, e em fogo.

Mc 11.8: Eu vos batizei em água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo.

Lc 3.16: Eu, na verdade, vos batizo em água, mas vem aquele que é mais poderoso do que eu, de quem não sou digno de desatar a correia das alparcas; ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo.

4-8: 4 Estando com eles, ordenou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual (disse ele) de mim ouvistes. 5 Porque, na verdade, João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias. 6 Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? 7 Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra.

At 2.1-4: 1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2 De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. 3 E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma. 4 E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.

At 8.14-17: 14. Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, tendo ouvido que os da Samária haviam recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João; 15. os quais, tendo descido, oraram por eles, para que recebessem o Espírito Santo. 16. Porque sobre nenhum deles havia ele descido ainda; mas somente tinham sido batizados em nome do Senhor Jesus. 17. Então lhes impuseram as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.

At 10.44-48: 44 Enquanto Pedro ainda dizia estas coisas, desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. 45. Os crentes que eram de circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que também sobre os gentios se derramasse o dom do Espírito Santo; 46. porque os ouviam falar línguas e magnificar a Deus. 47. Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam batizados estes que também, como nós, receberam o Espírito Santo? 48. Mandou, pois, que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe rogaram que ficasse com eles por alguns dias.

At 11.15-17: 15. Logo que eu comecei a falar, desceu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós no princípio. 16. Lembrei-me então da palavra do Senhor, como disse: João, na verdade, batizou em água; mas vós sereis batizados no Espírito Santo. 17. Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que dera também a nós, ao crermos no Senhor Jesus Cristo, quem era eu, para que pudesse resistir a Deus?

 O FALAR EM LÍNGUAS NA HISTÓRIA

 Para os discípulos, era evidência de estarem completamente controlados pelo poder do Espírito prometido por Cristo. Quando a pessoa fala uma língua que nunca aprendeu, pode ter a certeza de que algum poder sobrenatural assumiu o controle sobre ela. Alguns argumentaram que a manifestação do falar em línguas limitou-se à época dos apóstolos. Aconteceu para ajudá-los a estabelecer o Cristianismo, uma novidade naquela época. Não existe, no entanto, limites à continuidade dessa manifestação no Novo Testamento.

Mesmo no quarto século depois de Cristo, Agostinho, o notável teólogo do Cristianismo, escreveu: “Ainda fazemos como fizeram os apóstolos, quando impuseram as mãos sobre os samaritanos, invocando sobre eles o Espírito mediante a imposição das mãos. Espera-se por parte dos convertidos que falem em novas  línguas”. Ireneu (115-202 d.C.), notável líder da  Igreja, era discípulo de Policarpo, que por  sua vez  foi  discípulo do apóstolo João. Ireneu escreveu: “Temos em nossas igrejas muitos irmãos que possuem dons espirituais e que, por meio do Espírito, falam toda sorte de línguas”.

A Enciclopédia Britânica declara que a glossolalia (o falar em línguas) “ocorreu em reavivamentos cristãos durante todas as eras: por exemplo, entre os frades  mendicantes do século XIII, entre os jansenistas e os primeiros quaquers, entre os convertidos de Wesley e Whitefield, entre os protestantes perseguidos de Cevennes, e entre os  irvingistas”. Podemos multiplicar as referências, demonstrando que o falar em línguas, por meios sobrenaturais, tem ocorrido em toda a história da Igreja. (Nota: O falar em línguas nem sempre é em língua conhecida. Ver 1 Co 14.2).

Fonte: Seminário Teológico Koinonia

Igreja Batista Getsêmani

 

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