EPÍSTOLAS

Epístolas

As Epístolas contêm muitos ensinamentos de vital importância que foram transmitidos pelos apóstolos e seu colaboradores, e para entendê-las devemos conhecer o contexto daquele tempo e entendermos o enredo por trás delas.

O MUNDO DAS EPÍSTOLAS

As Epístolas foram escritas na época em que o cristianismo se expandia a partir da Palestina e chegava ao mundo mais amplo, que era dominado pelos romanos. Os romanos haviam trazido paz e prosperidade àquela região. Muitas estradas foram construídas e viajar era fácil. A língua grega era falada na parte leste do Mediterrâneo, e o exército romano estava presente em todas as principais cidades, para assegurar os interesses de Roma.

OS LEITORES DAS EPÍSTOLAS

Pelo fato de os membros das igrejas primitivas virem muitas vezes, de várias culturas diferentes, era-lhes difícil estabelecer em uma comunidade nova. Em especial, o relacionamento entre e gentio era, muitas vezes, marcado por tensões. Isso acontecia em parte porque não havia muita clareza quanto à importância e relevância da lei judaica. Os cristãos de origem judaica não viam razão para abandonar as leis alimentares e a celebração de festas, mas a obediência rígida a essas leis impossibilitava a comunhão profunda com cristãos de origem não-judaica. Por outro lado, os cristãos oriundos do mundo gentílico não viam motivo para começar a obedecer tais leis, especialmente se já participavam no culto na sinagoga sem fazer isso. Paulo entra nos detalhes dessa questão em Romanos e Gálatas. Assim, cada epístola tinha um propósito específico, abordando as necessidades particulares dos leitores, que variavam muito de epístola pra epístola.

EPÍSTOLAS PAULINAS

As Epístolas ou cartas de Paulo dividem naturalmente em quatro grupos:

1) As primeiras epístolas; 1 e 2 Tessalonicenses provavelmente são as primeiras, e tratam do retorno de Cristo.

2) As grandes epístolas ou “epístolas do “evangelho”, Romanos, Gálatas e 1 e Coríntios têm em comum a ênfase no evangelho que Paulo pregava.

3) As “epístolas da prisão”, nas quais Paulo afirma que está preso em Roma, São Efésios, Colossenses, Filipenses e Filemon. Alguns de seus ensinamentos

mais profundos estão incluídos nessas epístolas.

4) As “epístolas pastorais”, 1 e 2 Timóteo e Tito, lidam com questões práticas da liderança e organização das igrejas.

EPÍSTOLA AOS ROMANOS

Justo diante de Deus O apóstolo Paulo, foi um grande missionário, e fez várias viagens. Algumas viagens a fim de auxiliar as igrejas a se firmarem. Como tinha em mente seguir sua viagem em direção ao Ocidente, até a Espanha (Rm 15.23-33), ele planejava passar alguns tempos em Roma. Então escreve essa carta a fim de ajudar os romanos a se prepararem para sua visita.

Conteúdo do livro

Os dezessete primeiros versículos de Romanos formam a introdução. Esta é a maneira normal pela qual Paulo inicia suas cartas. Há as saudações paulinas (1:1-7), seguidas por uma oração de graças, expressando seu interesse nos cristãos romanos (1.8-15). Os dois versículos seguintes (1.16,17) apresentam o tema da carta: a justiça de Deus, conforme revelada em suas ações para com o homem pecador. A pergunta a que Paulo responde por toda a carta é como Deus pode ser justo em salvar alguns, enquanto outros são rejeitados. Como pode Deus ser igualmente justo e ainda justificar o pecador através da aceitação do evangelho (3.26)?

A justiça de Deus pode ser vista na maneira pela qual Deus está dirigindo a história com um propósito em direção a um alvo. Um problema de grande importância é como Deus pode ser justo em seu procedimento com o Israel histórico. Parece que Deus rejeitou Israel, em favor dos gentios. Paulo trata deste problema da justiça de Deus ao falar acerca do propósito de Deus na história (9:1-11:36).

Paulo escreve acerca da eleição de Israel por Deus e a incredulidade por parte do Israel nacional (9:1-5). Depois ele apresenta a doutrina da eleição conforme vista à luz da promessa de Deus (9:613), da justiça de Deus (9:14-18), a liberdade de Deus em eleger quem quer que ele escolha (9:1926) e o conceito veterotestamentário do remanescente (9:27-29). O capítulo 10 relata os princípios de privilégio e responsabilidade. Israel, que recebera as revelações de Deus, escolheu considerar estas revelações e privilégios e recusou aceitar as responsabilidades vinculadas ao processo da revelação. Deus pretendera que Israel se tornasse uma nação de sacerdotes (missionários), para propagar o conhecimento de seu amor e misericórdia por todo o mundo. Neste propósito, o Israel nacional falhou.

O capítulo 11 sustenta a justiça de Deus em seu procedimento para com um povo desobediente e mostra os resultados da recusa de Israel em ser servo de Deus. Há um remanescente, contudo, que, pela fé, aceita a graça divina (11:1-6). A maioria, contudo, rejeita qualquer coisa que fale da graça e não de recompensa por guardar as tradições construídas em torno da Lei (11:7-10). É através do propósito e misericórdia de Deus que o remanescente fiel (verdadeiro Israel) está levando avante a obra de Deus, na proclamação do evangelho aos gentios, que estão sendo salvos (11:11-24). Por esta obra de Deus, de salvar os gentios, os judeus, por sua vez, aceitarão o único meio de salvação: o caminho de Deus da justiça (11:25-32). Toda esta obra de Deus para com a humanidade sofredora demonstra que ele tem um propósito na história, e sua sabedoria está em operação, para revelar a toda a humanidade seu dom de justiça, que é a salvação (11:33-36).

Tendo completado um estudo na teologia da justiça de Deus, Paulo agora prossegue, mostrando as implicações da justiça de Deus no viver diário. Há um lado ético da teologia (12:15:13). A justificação implica em viver-se uma vida cristã. O dom de Deus da graça e amor envolve um viver sacrificial em relação com outras pessoas (12:1,2). A vida cristã é uma convocação a viver-se em Cristo (12:3-8) e andar em amor (12:9-21). A justiça de Deus é mantida no crente que vive uma vida submissa, em obediência a Deus (13:1-14) e uma

vida dedicada a Deus, através do auxílio a todos com quem o crente entra em contato, para que conheçam a graça e o amor de Deus (14:115:13).

O restante da carta é dedicado aos planos feitos por Paulo, de ir à Espanha, via Jerusalém e Roma (15:14-33). Ele escreve uma carta de apresentação para Febe, que deve levar a carta (16:1), e envia saudações a vários membros da comunidade cristã de Roma que ele conhece (16:2- 23). Uma bênção (16:24) e uma doxologia (16:25-27) concluem a carta.

Fonte: Seminário Teológico Koinonia – Igreja Batista Getesêmani

Um Abraço,

Pregador Jefferson Assis

Compromisso com a obra de Deus e certeza do seu chamado!

Membro da Igreja Batista Getsêmani – Belo Horizonte

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